CLUBE DO LIVRO: O ÚLTIMO ADEUS

Hoje vai rolar resenha de um dos melhores livros que li até hoje, daqueles que você não pula nenhuma página, prende a respiração, não pisca e quando termina te deixa refletindo. Poderia dizer também que levei uns socos na boca do estomago e mesmo assim continua sendo um dos meus livros favoritos e que sim, recomendo!


Uma trama comovente e impactante situada nos dias de hoje. Cynthia Hand demonstra todo o seu talento numa história sobre perda, culpa e superação. O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz. O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante. O Último Adeus é sobre o que vem depois da morte, quando todo mundo parece estar seguindo adiante com sua própria vida, menos você. Lex busca uma forma de lidar com seus sentimentos e tem apenas nós, leitores, como amigos e confidentes. Cynthia Hand divide seu tempo entre o sul da Califórnia, onde vive com o marido e o filho, e o sudeste de Idaho, perto das Montanhas Teton. Escritora best-seller do New York Times, Hand dá aulas de escrita criativa na Universidade de Pepperdine. Na mesma linha de Os 13 Porquês (Jay Asher) e Se eu Ficar (Gayle Forman), O Último Adeus é o seu primeiro romance contemporâneo. “Um romance emocionalmente complexo e poderoso que permanece com os leitores muito tempo após fecharmos o livro. Brilhante e ao mesmo tempo de estilhaçar de dor, com vida e esperança.”

“Desculpa, mãe, mas eu estava muito vazio.”

Essa frase, foi o primeiro soco no estomago que levei, logo quando peguei o livro em mãos. Cynthia conta uma história fictícia, mas tão próxima a realidade, que é impossível não deixar rolar algumas lágrimas ou se ver no lugar de alguns personagens. Um tema tão difícil de ser abordado como o suicídio, Hand conseguiu discorrer de maneira cuidadosa e bela.

Como Lex é nerd e sonha em cursar matemática no MIT, a autora vai inserindo inúmeros dados sobre o suicídio, como o número de pessoas que se matam por ano nos Estados Unidos, dentre outros. Ou seja, ao mesmo tempo que há a ficção, há a realidade pelos números disponibilizados por Hand, de forma a chamar a atenção para o problema. O melhor é que não é forçado, afinal, é uma garota fissurada por números – e talvez, pela morte de Ty – que menciona esses dados. - Camila do blog Por livros incriveis

Um detalhe muito especial que te faz aproximar mais ainda da trama, é o livro em si. A capa ilustrada com post-it, páginas amarelas, fonte na cor azul bic e rabiscos. O livro começa com um diálogo entre Lex e seu terapeuta, o mesmo propõe que ela escreva um diário, já que tem dificuldades em expressar sobre sua dor. Ela mesmo contrariada, escreve. Toda essa temática do projeto editorial, deixa a entender que aquele seria o diário de Lexie.

O último adeus, foi o livro escolhido pelo clube do livro para o mês de janeiro, espero que tenham gostado
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Karine, estudante de publicidade e propaganda, capricorniana as avessas, paulista de coração e com o sonho de fazer mochilão.

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